É uma cirurgia que tem por finalidade a remoção da lesão que se forma no ápice (ponta da raiz do dente). Existem dois tipos básicos de cirurgia: uma que apenas remove a lesão através de curetagem e outra que, além disso, remove o ápice da raiz.
Nessa região da raiz, existe um orifício pelo qual passam vasos e nervos que vão nutrir a polpa dentária. Quando a polpa está infectada, a região do ápice também poderá estar infectada e aí se forma um processo inflamatório.
Normalmente, apenas a remoção da polpa dentária e a desinfecção do canal (tratamento de canal) são suficientes para promover a cura.
Porque nem sempre só com o tratamento consegue-se a eliminação da lesão no ápice da raiz.
Nem sempre. Muitas vezes, ela é assintomática, de desenvolvimento gradual e lento, provocando destruição óssea da região. Na maioria das vezes, apenas com a radiografia essa lesão poderá ser percebida.
A prescrição de antibióticos em determinadas circunstâncias é um bom auxiliar; porém, a intervenção cirúrgica é necessária para a cura completa. Através dela, removem-se tecidos contaminados que estão fora do alcance das medicações.
Dificilmente ocorrerá recidiva do processo. Esse fato é mais freqüente quando apenas se faz a curetagern sem a remoção da ponta da raiz. Aconselha-se controle radiográfico periódico.
Não. Ficará menos resistente, certamente, se a lesão progredisse em volta da raiz, por falta de tratamento.
0 acesso é mais fácil nos dentes anteriores superiores. Dependendo da anatomia e das condições locais, é possível que essa cirurgia seja realizada em outros dentes.
Não é uma cirurgia complicada, pois não existe grande manipulação dos tecidos.
Normalmente, o pós-operatório é indolor ou provoca um desconforto mínimo, o que se resolve com analgésicos.
Orientações sugeridas por Maria da Graça Naclério Homem – Professora Doutora da Disciplina de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo e Responsável pelos Serviços de Estomatologia e Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Heliópolis – SUS-SP.
REVISTA DA APCD V. 51, Nº 3, MAI./JUN. 1997
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